sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Eterno retorno

Quando não é bendito maldiz tudo,
nunca é discreto e requer mínima
circunspecção para se fazer notar

É o saber que no momento em que
quero ultrapassar o métron a que a
vida me sujeitou...

Vou querer parar na primeira pedra
e desesperadamente voltar ao chão
para me perder de novo, sem nexo

E mesmo no chão, que minha dor
seja sábia para me fazer regressar
ao cume! Abaixo! Ao nada! Até...

Pois és tu que faz do ser humano
um eterno nada que quer ser tudo
És tu que faz de mim nulo, sem ti

Tu que fazes do santo um pecador
Tu que trazes guerra ao que é paz
Tu és tal como o nada, sem nexo

O nada eu sei e sei que não há e é
Tu eu sei que é e deixa de ser mais
E me tortura pois não é sobre mim...

Seja sábia, ó minha dor!

"Sois sage, ô ma Douleur, et tiens-toi plus tranquille.
Tu réclamais le Soir; il descend; le voici:
Une atmosphère obscure enveloppe la ville,
Aux uns portant la paix, aux autres le souci."





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